Tuesday, June 21, 2011

Paola era o seu nome

Paola era o seu nome


Estava batento papo com uma menina no msn. Uma que quando batizei era um bebe pequenino. E conto pra ela, com alegria, que, quando cheguei ao meu hotel no meio dos vinhedos em Martarello, ao lado de Trento, a moça ao entregar a chave do meu quarto diz: “O seu quarto é o Paola!” E eu: “Como?” E ela confirma: “O nome do seu quarto é Paola.” Fico toda emocionada, não me contenho e conto pra ela que Paola é o nome da minha afilhada. Ela também gosta da coincidência e ri. Então durmo muito confortável em um quarto que deve ter sido mesmo de uma Paola. Pois cada quarto tem um nome, e um deles está escrito mama. Acho que são mesmo os quartos originais da casa que hoje é um hotel. Gostoso estar viajando e poder dormir em uma “casa”. E ainda, lembrar da minha querida e linda afilhada.

E esse texto está em destaque especialmente pra ela, que naquele dia no msn disse: “Dinda coloca no blog!”

Vista do quarto Paola pela manhã.
Lembro dessa minha primeira, agora grande afilhada, em vários momentos da viagem. Primeiro que ela tem um nome pra lá de italiano: Paola Grandino Lourenço. E nessa terra é Lourenço pra cá, Paola pra lá. Um momento muito especial foi na Basílica São Marco em Veneza, aonde comprei uma medalha de São Marco pra ela. Pois naquela época 10 anos atrás, eu e Marco batizamos junto essa menina. Então trago uma medalha com o nome de seu dindo! Podia achar uma Santa Lydia por aqui também, não é Paola? Assim você ficaria com o dindo e a dinda pendurados no peito. Essa é a nossa função, com medalha ou sem medalha. Olhar por você minha querida, te proteger e te cuidar, estando perto ou longe.


Sua mãe me disse antes de aceitar o convide para ser sua madrinha: você sabe que madrinha é para cuidar dela quando eu não puder. E eu disse: Sim!

Amo ser sua madrinha, querida. Saudades. Um beijo da Itália pra você, Paola!

Dinda, Ly.



ps. Paola manda uma foto sua atualizada para eu colocar no blog, por favor.

Sunday, June 12, 2011

Só imagens...

... o texto? Deixo que criem em suas mentes... boa viagem!


São Jorge com a Princesa Basilica de San Zeno Maggiore - Verona
Basilica de San Zeno Maggiore - Verona
Ponte - Verona
Ponte - Verona
Afrescos - Castelo Bonconsiglio - Trento
Primavera no castelo - Trento
Trento vista do alto
Castelo Bonconsiglio - Trento
Caminhada na montanha Trento no caminnho: oliveiras, figueiras, cerejeiras, videiras


Arena de Verona - passeio de um dia vindo de Trento.   
   
Eu me fotografando na Ponte em Verona.



Saturday, June 11, 2011

Renascimento


Renascimento

 “Imerso nas profundezas do seu próprio ser existem tesouros, qualidades e níveis de consciência inexplorados. Esse potencial luminoso adormecido precisa de espaço para desabrochar. É um momento sagrado que essa essência profunda aflora e com ela novas possibilidades. É como se nascêssemos de novo, dessa vez dando a luz a nossa própria alma. Em geral acontece pós período difícil. É nesse momentos que a alma encontra espaço para se manifestar. Todas as dificuldades que você atravessou tiveram a finalidade de te preparar para esse momento. Chegou a sua hora de nascer mais uma vez. Você está vivendo um enorme salto de consciência, sendo conduzida em direção a um estado de paz nunca atingido antes. Neste exato momento existe energias angelicais ao seu redor, facilitando o seu renascimento. Uma nova vida, mais plena, mais verdadeira e mais feliz. Confie e se entregue sem medo. Despeça-se da velha vida, pois lindos milagres estão para acontecer.”

Uma linda anja me mandou essa mensagem. Sinto que tenho muitos anjos que me acompanham nessa vida terrena. Encarnada nas pessoas que estão ao meu redor. Adriana me surpreende com esse presente. Quando estava me recuperando da cirurgia a Dri também esteve lá em casa para cuidar de mim, emocional e espiritualmente. Naquele momento ela abriu uma carta: Coragem. Bem condizente.

E agora no meio da minha aula de culinária em Siena recebo essa linda carta de Tarô via celular, com a linda imagem: Renascimento. Uma mulher ressurgindo das águas cor de rosa.

Estamos bem sincronizadas. Na manhã pensava no que li sobre a Renascença. Um período para recomeços. E cá estou eu no berço do renascentismo. Sem falar que estava com muita vontade de falar com a Adriana mas me dei conta que ainda era madrugada no Brasil. Acho que ela recebeu a ligação “telepática” e respondeu.

Eu gosto muito de abrir cartas de tarô quando estou vivendo um momento importante, difícil ou de transição. Acalenta, ilumina e as vezes mostra caminhos. Pensei em trazer meu tarô para viagem, mas pensei que era mais um peso para carregar. Só não contava que teria uma anja a iluminar meu caminho mandando mensagem para me ajudar a significar essa experiência.
E parece que as palavras do tarô angelical resumem meu momento. Uma paz antes não sentida depois de um período difícil. Tenho me sentido muito calma, em paz. Costumava ser uma pessoa ansiosa, que pensava em muitas coisas ao mesmo tempo, planeja o futuro, como se com isso conseguisse garantir os resultados. Em parte ajuda sonhar e planejar, penso eu. Mas sem colocar muita energia no que está à frente. A energia precisa estar onde estou agora. Esse era o exercício. Agora vivo essa realidade. É assim que estou. Aqui e agora. 

Não estou ansiosa com o que tenho por ver. Estou bem conectada com o que estou sentindo a cada momento. Falando em termos práticos, por exemplo, um dia tinha em mente que visitaria uma museu e uma torre, mas depois do almoço sinto uma moleza. Minha vontade é outra. Mesmo sabendo que é meu último dia e não terei outro para ver esse museu. Respeito, sigo o meu ritmo interno não o mental, meu corpo não quer ver museu naquele momento. Então a vontade momentânea guia meu roteiro. Acho um banco e deito ao lado de uma pantera que solta água pela boca, mantendo o som de água corrente contínuo ao meu lado, lá descanso por horas lendo um livro. Esse foi o turismo, apenas estar lá. E essa é a lema que dita a Renascença, “carpe diem”. E assim sigo aproveitando o dia.

Não foi a primeira vez que sinto que renasci. A outra também depois de um momento difícil. Momentos de ruptura, separações tiram tudo do lugar, revolvem o terreno por isso são férteis. Nesta outra vez depois de estar na presença de Vera Kohn apertando minha barriga e me mandando deixar a vida entrar. E obedeci é claro. Uma velinha, naquela época de seus quase 90 anos, eu no chão, ela em pé inclinada me apertando, tive que obedecer. Deixei a vida entrar. E cheia de vida me rebatizei na cachoeira, mergulhada pelos braços de Jean Yves Leloup e Roberto Crema. Naquele momento escolhi outra madrinha para essa nova vida – Adriana.

Essa é uma carta de amor e gratidão pra você Adriana por sempre me acompanhar e me cuidar. E por ajudar a me prepara para essa jornada, como minha mãe disse, Jornada da Heroína.

Eu e Dri somos colegas de formação e ela me atendendo em uma última sessão antes de eu parti teve uma sacada, pra mim, naquele momento fenomenal. Eu querendo controlar a tudo, com medo, estava fragilizada física e emocionalmente, pela cirurgia no nariz, dizia que precisa estar atenta, pois estaria sozinha e precisa me cuidar, e isso, e aquilo. Como se alguém pudesse estar totalmente prepara para tudo o que a vida trouxer. A ingenuidade. E Adriana falou ok, antes de começar, imagine que está em um carro, uma Mercedes, está bom pra você? Claro. Que cor? Vermelha com dourado. Lá estava eu imaginando dirigindo uma linda Mercedes conversível, toda poderosa. E ela continua, mas você está no banco de traz. Como que adivinhando que eu já me imaginava ao volante. Foi quase um choque, e ela, continua, um motorista maravilhoso te conduz, e você vai atrás. E a partir daí que começamos o trabalho. E eu pude relaxar. E entendi que eu precisava confiar no fluxo da vida e na minha capacidade de me adaptar ao que aparecesse. Que tinha um comandante, que é o tempo, o destino, o vento... que fazem o seu trabalho. E às vezes precisamos nos deixar ser conduzida. E se eu estava me lançando no mundo, no nada, sem muito motivo, precisa confiar que esse movimento era da alma e não da cabeça.


Como a Cris disse, papeando pelo MSN enquanto já estava aqui, “Ly você viu que os balões foram um símbolo perfeito para esse seu momento de se soltar...”
Então sigo me soltando nesse mundo, ouvindo os anjos e quando em vez conversando com eles... vuuuuuuuuuuuuuuu!

Friday, June 3, 2011

Da beira mar para os Alpes


Trento é o meu destino.




Vou encontrar com meu primo, Matheus Joffily, que está trabalhando como pesquisador no Norte da Itália. Ele pesquisa as emoções e seus correspondentes fisiológicos. Bom, temos alguns assuntos em comum. Mais ainda quando no dia seguinte vamos buscar sua namora Belga e descubro que ela é psicóloga.




Quando deixei Riomaggiore, alguns pingos já caíram sobre mim anunciando a virada do tempo. Depois de dias de absoluto sol, chego a Trento debaixo de uma tempestade. Passei o dia no trem. Trens! Porque tive que pegar 4 e demorei 9 horas para chegar aqui. Ainda passando mal, pois acho que o jantar no dia anterior não me fez bem. E com minha mala escada à cima e a baixo. Aliás, para sair do meu quarto de manhã foram 5 andares de escada só para sair do prédio, fora os seguinte para descer até a rua. Eu estava hospedada na altura da torre da igreja. E minha mala não está leve. Já deixei algumas roupas pelo caminho, mas não aliviou muito. Mas pela primeira vez pude contar com ajuda de braços masculinos que se ofereceram para colocar minha mala no guarda malas do trem que é acima da cabeça. Pensem como é difícil.

Fico muito feliz, depois desse longo dia, apesar da chuva, de ser recebida por alguém conhecido na estação. Lá estava o Matheus com carro alugado e um guarda-chuva para me buscar na estação. Tem coisas que são muito valiosas quando se está viajando sozinha. O Matheus tem sido uma delas nesse momento da viagem.
Sozinha tenho que resolver e decidir tudo, toda hora. Aqui o Matheus reservou meu hotel. Alugou esse carro para passearmos. Sabe os lugares aonde vamos beber, comer. É bom poder relaxar por uns dias.
No dia seguinte da minha chegada fomos buscar Khristien, a namorada do Matheus, no aeroporto e partimos para um passeio nos lagos. Várias paradas. Um lugar mais lindo que outro. Começamos com um café da manhã em Sermione. O capuccino e os chamados aqui brioches (que são “croassans”) perfeitos. Repetimos. Com maça, com chocolate, com creme, com marmelada, sem nada. Café e conversa, fui conhecendo a Christien que é uma pessoa adorável.

De lá fomos para Saló, banhada pelo mesmo grande lago da cidade anterior. Nadamos. A água estava uma delícia apesar das montanhas ao fundo estarem ainda com neve. Antes tínhamos passado na “Salumeria” para comprar salame. Brincadeira, pão com presunto cru e um queijo delicioso. Adoro a língua italiana aonde podemos reconhecer facilmente os locais e às vezes soa engraçado para nós da língua “brasileira” algumas palavras, como Salumeria. Então o almoço foi na praia do lago.


Nessa cidade também tomamos o melhor sorvete! (de novo, acho que terão vários melhores sorvetes na Itália) Matheus estava dizendo que nos levaria para tomar o melhor sorvete de Saló. A namorada não sabia se ele falava a verdade ou não. Pois ele está sempre brincando. Quando, antes da primeira lambida, um Italiano aparece do nada e pergunta se aquele era o melhor sorvete da cidade. “Porque tomo mundo diz que é, mas é o mais caro.” E ele só ia pagar se dessem desconto. Ele gostou da conversa com a gente. Pois ficou numa sacanagem só. Queria porque queria saber qual de nós duas era a namorada do Matheus. E ele sacaneando o senhor dizia: as duas. Esse homem ficou doido. Ou era doido mesmo. Ou só Italiano. Ficava falando alto dizendo que o Brasil era o terror do mundo, pois as brasileiras eram o terror do mundo. “Mulheres muito melhores do que as cubanas e italianas!” Conseguimos depois de um bom tempo nos livrar do senhor.

Seguimos para outro lago, Idro, com uma vila antiga, nada turística, linda. Acima uma fortaleza militar do século XV completava a paisagem. De longe pareciam muralhas de um castelo. Todo lugar aonde olhamos na região tem esses castelos ou fortificações militares, com torres, muralhas. Isso junto com montanhas com neve ao fundo faz desse um lugar especialmente interessante para uma brasileira, como eu.
No final desse dia maravilhoso passamos no mercado e Christien foi fazer uma sopa de cenoura com mel que vai ficar na memória. Vou repetir aí quando voltar. Acompanhada de muito queijo italiano, presunto de Parma, pão , vinho e simplesmente isso. Maravilhoso!

As aventuras do final de semana não param por aí. Estou fazendo a ciesta do café da manhã no meu hotel no meio do vinhedos quando recebo a mensagem do Matheus: “Bom dia! Tudo bem se passarmos aí para irmos para montanha? Leve coisas para nadar e caminhar.” Não precisa nem dizem minha resposta. Quando conversava com a Fê em Brasília, sobre encontrar com o Matheus, ela disse, com certeza com ele você vai sempre ter um passeio de caminhada, montanha pra fazer. Fez juz a propaganda.
Só que não era uma montanha qualquer. Fomos atravessamos um lindo vale, vimos cachoeira e chegamos: aos Alpes! Um espetáculo inesquecível. 30 e poucos graus na cidade. Lá em cima muita neve mas com o tempo agradável. Em um momento estávamos com 360 graus de montanhas por todos os lados. Em algumas partes a neve descia e outras escorria como água, formando listras de zebra por toda uma montanha. Fiquei muito feliz de estar lá. Grandioso. E foi a primeira vez que estive nos Alpes!

Essa é uma viagem de primeiras vezes. Muitas inaugurações.

Vista do meu quarto meio aos vinhedos, Martarelo ao lado de Trento. Fiquei lá um dia só mas valeu muito.

Resolvo ficar a semana em Trento. A região é bonita com muitas opções. Posso pegar um trem ou ônibus e visito cidades vizinhas. E Agora estou no albergue em quarto privado, o que faz da viagem bem mais barata. Cidades pequenas não turísticas são bemmmm mais em conta que cidades do circuito.
Além disso o Matheus e Khristien estão por aqui. Então nos encontramos para jantar, as vezes cozinhamos, o que é muito bom, pois comer fora por meses cansa. E em outros momentos como ontem chega um convite deles assim. Estamos no mercado compromando uma comidinhas o que acha de comermos ao ar livre. Adorei o convite. Então fomos para uma pracinha, linda cheia de flores, a dama da noite exalava seu perfume. Chegando lá um grupo profissional estava com a mesa posta com toalha, taças de vinho, os adultos bebendo e as crianças brincando ao redor. Já era eram 9 da noite mas estava escurecendo. Fim do dia.

Nós estendemos a canga, que eu trouxe, e tem mil e uma utilidades nessa viagem. Dica: sempre levem uma canga para onde forem. Serve para deitar nos parques e ler, descansar, tomar sol na praia, no lago, se enxugar, se proteger do frio, fazer pic-nic. Então eles tiram vários itens da sacola e comemos sanduíche de pesto com salmão defumado; melão rosa com presunto cru, cani, frutas, um queijo defumado delicioso. E lá ficamos jogados naquela grama num programa de primavera, raro para os brasileiros. Fico pensando porque não fazemos isso no Brasil. Lembro que quando pequena fazíamos pic nic no zoológico, com minha mãe, tia Con... Temos “primavera” o ano todo por aí e às vezes não desfrutamos como eles aqui. Christien disse que a primavera pra eles é como se “voltassem a vida de novo”. Acaba o inverno as pessoas saem de casa. Todo mundo está na rua.

Eu escolhi a estação certa. Estou batendo perna de cidade em cidade e todo mundo está na rua.F

Fotos do final de semana nas montanhas e nos lagos:

10 dias nas 5 Terre


10 dias nas 5 Terre

Não sei como pensei que fosse ficar pouco. Desde o início quando pensava onde passaria os meus dias sabático, a Ligúria e a Toscana eram as regiões que queria passar mais tempo. Mas reservei a princípio 3 noites, que foram estendidas por mais duas e depois mais 5. Acabei passando 10 dias maravilhosos entre o mar e as montanhas. O trem interliga as cidades. Mas também dá para ir de barco. E foi o que fiz para conhecer Portovenere um lugar de veraneio... ou de casamento? O passeio de barco foi lindo margeando a encosta quando um castelo medieval aparece no alto da montanha.




E foi nesse castelo que vi um casal paremantado de noivos fazendo o book de casamento com esse cenário, sol, mar, paredes e muralhas do castelo medieval... e o véu branco enorme voando enquanto alguns fotógrafos procuravam o melhor ângulo. Logo mais vi esse mesmo casal num veleiro brindando um Prosseco (deveria ser, não é?! Na Itália) e mais fotos. Caminhei até a igreja na ponta que adentra ao mar. E mais um casal meio a clicks e mais clicks.


  Observem nessa terra tem tanto castelo que esse em Portovenere é alugado para festas. Ano que vem faço 35 anos. Uma boa data para fazer uma festa em um castelo à beira mar. O que acham? Posso reservar?
O dia foi uma delícia nesse balneário. A região é produtora de vinho, azeite de oliva e perfume. Subo uma ruazinha estreita da antiga vila romana e encontro uma loja de azeite. Linda! Potes enormes de azeite extra virgem. O cheiro humm uma delícia! Aproveito que meu sabonete e hidratante acabaram e reponho com produtos da região. Sabonete de azeite de oliva com sândalo e o hidratante, fresco, do mesmo óleo. Isso é muito gostoso! Na medida em que avança a viagem, além de novos adornos dos lugares que passo, vou acrescentando, em mim, cheiros das especialidades locais. Os sentidos estão sempre sendo estimulados. Mais alguns passos rua acima e encontro uma linda lojinha de perfumes. Aí descubro que Portovenere, Vernaza (5 Terre) e mais outras cidades nas montanhas da ligúria produzem perfumes, cremes, sabonetes líquidos. Vanila, Tabaco, Figo... muitas essências. Reponho o sabonete líquido que também tinha acabado e não resisto e compro o perfume (mini de bolsa) da mesma essência. Agora meus banhos e pós banhos têm aromas da região.

Aproveitei a cidade durante todo o dia. E quando esperava o barco para voltar para Rimaggiore centenas de pessoas vestidas para o casamento desfilavam nas calçadas. Era sábado. Os sinos daquela igreja à beira mar, que falei, tocavam a marcha nupcial. E os convidados desembarcavam dos barcos aos montes. As mulheres se equilibravam para conseguir andar de salto naquelas ruas de pedra. Um casal de senhores italianos sentado no banco ao meu lado comentava cada um que passava. E eu ria. “Essa, nossa está bonita.” “Essa que horror!” Aí passa uma com um mini vestido e o marido: “Hum vou acompanhar essa aí!” Aí a mulher fica brava (tudo igual).

A volta de barco no fim do dia foi linda!


 

Fiquei uns três dias passeando, lendo, meditando e comendo. Sozinha. Quando já estava cansando de só eu comigo mesma. Conheço um menina, nascida na China, mas que mora nos EUA desde 4 anos. Também de 21 anos como as outras que conheci antes. Estou andando com “suas amigas, Kel”.

Ela foi uma ótima companhia. Toda animada. Deslumbrada com a viagem. Está fazendo vários países em um mês. O tipo de viagem que não gosto. Ela fica muitas vezes um dia só no lugar. Então estou sentada num banco no meio da rua em Riomaggiore com uma preguiça achando que vou ficar por conta do atoa na vila... e ela aparece. Puxa conversa. E ofereço para levá-la para conhecer as 5 Terre e fazer as trilhas. Faço o passeio que tinha feito no primeiro dia só que no sentido inverso saindo da minha cidade Riomaggiore e chegando em Monteroso, na praia no final do dia, com direito a banho de mar.

Só que dessa vez me sinto uma guia turística, levo ela para tomar o melhor sorvete da Itália (até então) na cidade tal, almoçar na outra e quando entramos na loja dos perfumes (em outra cidade não na que comprei) a vendedora é a mesma e nos reconhecemos. Ela trabalha metade da semana em Portovenere e metade em Vernaza. Lembra da essência que comprei e diz para Carol (minha nova colega) essa é a preferida dela. Gente, estou local, não estou?!

 



Carol foi até a ligúria para passar 24 horas, mas também gosta tanto que atrasa algumas horas (só), sua partida para Roma. Diz que adorou estar comigo, que é muito bom sair para comer comigo. Também uma das coisas que mais gosto na viagem! Então fico na vila para passar esse meio dia com ela.



 As 5 Terre é realmente um lugar para se estar. Cenário que eu sempre sonhei, pequenas vilas incrustadas na montanha o mar à frente, verde absoluto. As cidades são mais turísticas do que eu pensava, mas quando se está lá por muitos dias é fácil sair do circuito comum. Fiz várias coisas gostosas. Voltei à trilha do amor para correr no fim de tarde. Comprei coisinhas na venda de manhã e fiz meu café da manhã na praia. No último dia fui e voltei andando (pela trilha do amor) para jantar em Monarola. É de suspirar o caminho no alto do penhasco, mar embaixo, o sol descendo e você indo a pé de uma cidade para outra para jantar. E só 15 minutos.

Deixei as 5 Terre satisfeita. Fiquei o tempo que precisava para aproveitar e descansar.



Como as imagens são lindas demais acrescento mais algumas para vocês viajarem um pouco mais comigo:


Entrada da Trilha do amor, começamos a trilha daqui na segunda vez, com a Carol (EUA).


Rimaggiore, minha casa nesses 10 dias.



Corniglia, a cidade do melhor sorvete do mundo. Eles preparam de manhã com frutas frescas para vender durante do dia.

Vista da Trilha do amor janellinhas a cima. Janelas abaixo Túnel do trem.





Eu no portão dos cadeados trilha do amor. Estava indo jantar em Manarola.



Manarola

Riomaggiore, minha morada.
Vernaza
Trilha do amor, caminhando para jantar no fim do dia. Eu tirando foto de mim mesma.
Ao amor!

5 Terre - de 17 a 27 de maio de 2011